01 out

#PARTIU MORAR FORA

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Viajar para terras nunca pisadas é descobrir como o outro se veste, como se porta, o que come e, muito mais que isso; é reaprender a viver. A diferença não se limita apenas ao idioma. Você desafia seus limites diariamente. A cada aprendizado, por menor que seja, como pegar um trem, viajar sozinho, vencer a timidez, tornar-se mais paciente é, sem dúvida, uma celebração; além de aprender a se expressar em uma segunda língua.

PARA CURAR O CORAÇÃO

Para curar o coração partido após o término de um namoro, a potiguar Rhaysa Bastos decidiu estudar inglês nos Estados Unidos por um ano. Para ela, o choque cultural começou pelo café da manhã. Ela afirma que foi difícil se habituar ao estilo norte-americano e quase desistiu de tudo. “No Rio Grande do Norte o café da manhã é bem servido, o que difere, e muito, do daqui. Foi difícil desde o primeiro dia me acostumar a comer cereal ou comidas semiprontas. No começo cheguei a perder 10 quilos, mas com o fácil acesso a fast foods ao longo do ano acabei recuperando o peso”, conta. Não só para ela, mas para todo “novato”, é necessário um período de adaptação. Nesse período é comum existir a famosa homesick – saudade de casa, da terra, dos amigos e de tudo mais. Driblar este momento é essencial, pois fará com que você crie forças para não voltar para casa antes do planejado.

CASAMENTO GRINGO

img-morar-fora-01Há quem se mude por amor. Em 2012 a espanhola Paula Mataix e o brasileiro Mauricio Barroso, até então meros desconhecidos um para o outro, decidiram dar um breakem suas respectivas vidas, embarcando para viver como intercambistas por seis meses no Canadá. Por acaso do destino se conheceram e, entre os seis meses de vida paralela em terras canadenses, engataram um relacionamento sério. Após quase dois anos, os dois, agora casados, atualmente vivem em Alagoas e esperam pela pequena Beatriz – Paula esta grávida de cinco meses. Para a designer de interiores, o mais difícil de lidar ao viver em outro país é a diferença entre os costumes culturais. “Escolhi acompanhar meu marido e viver perto da família dele, mas às vezes, quando saio sozinha para resolver alguma coisa, ainda sinto a diferença cultural em pequenos gestos. Porém, é vantajoso, tenho amadurecido bastante”, diz. Ela dribla a saudade de casa visitando a família todo ano.

OS EUA NO BRASIL

Para o norte-americano Jacob Danger, sair do país foi mais do que viver uma experiência intercambista. “Em quatro meses morando no Brasil me vi inspirado a viajar pelo mundo e experimentar todas as culturas que eu pudesse, para ter um entendimento melhor de como nós, ao redor do mundo, em todas as culturas, podemos nos ajudar”, diz.

O BRASIL NOS EUA

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Há quase três meses pisei na terra do Tio Sam para viver um ano como intercambista. Deixei trabalho, família, amigos e  vim com mente e coração abertos. Saí de uma cidade pequena no nordeste do Brasil para enfrentar o mundo. E lhes digo: não foi fácil. O choque cultural começou no primeiro dia, no aeroporto de Miami. Tive certa facilidade, pois vim com meu inglês OK. Mas o idioma é apenas a primeira dificuldade. A comida, os hábitos, a cultura… tudo diferente para uma reles brasileira! Porém, após três meses entre choros de tristeza e alegria, devo-lhes confessar que nada, nada neste mundo, paga a delícia de se descobrir em outro país! É aprender exatamente o peso de cada palavra de uma das mais famosas frases de Caetano: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

CORAGEM E VAI

Morar fora não é apenas viver de saudade. Morar longe da sua zona de conforto lhe faz mais forte e dá asas a sua imaginação; você não consegue se imaginar novamente por toda a vida no mesmo canto. Você faz amigos vindos de toda parte do mundo, aprende com eles sobre geografia, história, comportamento, saúde e mais um universo de coisas nunca imaginadas. Enfrentar o desconhecido nada mais é do que se conhecer melhor. Você aprende a ser alguém mais forte e a agir com mais maturidade diante dos imprevistos da vida. Então, se um dia a oportunidade de morar fora do seu país, mesmo que seja por três meses, bater à sua porta, não hesite. Respire fundo e carimbe seu passaporte!

FONTE: AFRONTE

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